terça-feira, 19 de abril de 2011

Tabela: Cálculo dos tempos de atraso nos ecos


Autor:
Xabier Blanco, traduzido por Germano Lins

Existe um cálculo recorrente, sempre que nos deparamos a ajustar um eco, um delay, é o atraso das etapas. Este efeito deve estar sincronizado com o andamento da música, tarefa não muito simples de realizar. Para nos facilitar, existe uma fórmula simples:

= 4) { win.window.focus(); } } // End -->
T = (Divisões x 240.000) / BPM

onde T = milisegundos (ms), Divisões é a unidade de medida do compasso (1/16 = semicolcheia, 1/4 = semínima) e BPM o andamento, tempo, da música em beats per second (batidas por segundo).

A seguir, a tabela apresenta, de forma orientativa, alguns tempos de atraso.

Tempo (ms)1/16 1/12
BPM12345678 1245
6025050075010001250150017502000 33366713331667
652314626929231154138516151846 30861512311538
702144296438571071128615001714 28657111431429
752004006008001000120014001600 26753310671333
80188375563750938112513131500 25050010001250
85176353529706882105912351412 2354719411176
90167333500667833100011671333 2224448891111
9515831647463278994711051263 2114218421053
10015030045060075090010501200 2004008001000
10514328642957171485710001143 190381762952
1101362734095456828189551091 182364727909
1151302613915226527839131043 174348696870
BPM1/161/83/161/45/163/87/161/2 1/121/61/35/12
1201252503755006257508751000 167333667833
125120240360480600720840960 160320640800
130115231346462577692808923 154308615769
135111222333444556667778889 148296593741
140107214321429536643750857 143286571714
145103207310414517621724828 138276552690
150100200300400500600700800 133267533667
15597194290387484581677774 129258516645
16094188281375469563656750 125250500625
16591182273364455545636727 121242485606
17088176265353441529618706 118235471588
17586171257343429514600686 114229457571
18083167250333417500583667 111222444556

Microfones: Tipos de acordo com seu transdutor

Autor:
Xabier Blanco, traduzido por Germano Lins

O transdutor é o mecanismo que converte o som em sinais elétricos dentro de um microfone. Como você verá agora, existem diferentes tipos de transdutores, e esses transdutores são os que definem a característica do microfone. 

MICROFONE DINÂMICO (de bobina móvel), 40-16.000 hertz

Shure SM58· Muito robusto. Pouco sensível ao manejo. Relativamente barato.
· Aplicações: pau pra toda obra, girafa pequena, mesas ou suspenso em exteriores.
· Útil para obter uma qualidade de som menos crítica ou de uma fonte próxima e alta. Amplamente utilizado como microfone de uso diário, "de batalha".
· Unidirecional nas frequências altas / adirecional nas frequências baixas.
· Funcionamento: as variações de pressão da onda sonora fazem vibrar o diafragma acoplado à bobina; esta se move em um campo magnético e gera correntes de áudio.





Aprenda a Comprimir os seus Sinais

Introdução: A dinâmica de um sinal

O que é o básico? Antes de começarmos a falar de compressão, devemos deixar claros alguns conceitos sobre a dinâmica de um sinal de áudio; por "dinâmica" entendemos as variações de nível de um sinal no tempo (uma cantora de ópera que faz contínuos crescendos e decrescendos tem uma dinâmica bem acentuada; um sussurro, uma sibilância no mesmo volume não terá dinâmica alguma).

  • Nível de ruído de fundo: este é o nível onde encontramos o ruído de fita e de linha, os ruídos elétricos, etc.
  • Nível nominal: seria o nível mais apropriado para gravar o sinal de forma que a distorção seja mínima (o momento em que o sinal "pica" no vermelho; ou seja, ultrapassa o umbral máximo admitido) e que o nível de ruído de fundo seja superado.
  • Relação sinal-ruído: a distância entre o nível de ruído e o nível nominal.
  • Nível máximo: alcançado quando o sinal entrante começa a distorcer.
  • Headroom: a diferença entre o nível nominal e o nível máximo; é a sua "zona de segurança", o último espaço que você tem antes que aconteça a distorção.
  • Faixa dinâmica: todo o nível que pode ocupar o sinal, desde o nível de ruído até o nível máximo.


Masterizando um tema acústico com plugins Waves


Traduzido e adaptado por Germano Lins

Original de Malhavok's World

Considere este tutorial como sendo uma introdução ao mundo da masterização. Comece aqui e desenvolva o seu próprio estilo. Os plugins necessários para acompanhar este tutorial são: Waves Renaissance EQ 4 band, Waves Linear Multiband Compressor, e Waves L2. Caso não os possua, baixe suas versões demo em [ Waves.com ]. 

A maioria das gravações em home studios sofrem de três problemas principais. O primeiro é algo ao que chamo de máscara de baixo (bass mask). O segundo é uma carência de brilho nos agudos. E o último é um desequilíbrio geral ao longo do espectro de frequência. Vamos ver isso de perto.

Equalização


Autor: Tamaba

Traduzido por Germano Lins

Breve introdução ao som: a frequência
O som é a vibração de um meio elástico, pode ser gasoso, líquido ou sólido. As ondas geradas pela fonte sonora produzem certas variações de pressão no meio (por exemplo, o ar ou a água), e isto é o que permite que sejam percebidas pelo ser humano (se bem que ele não percebe qualquer variação; se esta for muito rápida ou muito lenta, com certeza o ouvido humano não irá perceber). É por isso que no espaço cósmico não existem sons, pois falta o meio por onde eles devem discorrer: no espaço somente existe vazio, vácuo, e por isso não podem existir variações de pressão audíveis.

Partindo desse pressuposto, podemos definir a frequência do som como a quantidade de vibrações (ciclos) que produz um sinal por uma unidade de tempo (o segundo). A unidade correspondente a um ciclo por segundo é o hertz (Hz). As frequências mais baixas em hertz se correspondem com o que habitualmente chamamos sons "graves”, sons de vibrações lentas. As frequências mais altas em hertz se correspondem com o que chamamos "agudos" e são por isso vibrações muito rápidas.

Tabela: Faixa de frequência dos instrumentos musicais


 Instrumento
Fundamental  
 Harmônicos
Flauta
261-2349
3-8 KHz
Oboé
261-1568
2-12 KHz
Clarinete
165-1568
2-10 KHz
Fagot
62-587
 1-7 KHz
Trompete
165-988
 1-7.5 KHz
Trombone
73-587
 1-4 KHz
Tuba
49-587
1-4 KHz
Tambor
100-200
1-20 KHz
Bumbo
30-147
1-6 KHz
Pratos
300-587
1-15 KHz
Violino
196-3136
4-15 KHz
Viola
131-1175
2-8.5 KHz
Cello
65-698
1-6.5 KHz
Baixo acústico
41-294
1-5KHz
Baixo elétrico
41-300
1-7 KHz
Guitarra acústica
82-988
1-15 KHz
Guitarra elétrica (amplif.)
82-1319
1-3.5 KHz
Guitarra elétrica (direta)
82-1319
 1-15 KHz
Piano
28-4196
5-8 KHz
Sax Soprano
247-1175
2-12 KHz
Sax alto
175-698
2-12 KHz
Sax tenor
131-494
1-12 KHz
Cantor
87-392
1-12 KHz

Como Gravar Guitarras Elétricas


Autor: Tamaba, traduzido por Germano Lins

Como encarar uma sessão com guitarras
Uma técnica comum para gravar a guitarra limpa é fazer isso por linha, isto significa passar a guitarra por uma caixa de injeção (para adaptar a impedância) e mandá-la à mesa, e depois ao gravador ou, caso não se possua mesa, direto ao gravador (um computador, por exemplo).
Esta técnica tem suas vantagens e suas desvantagens. O bom é que não se precisa de um amplificador, não se precisa de um microfone e não se preciso do entorno acústico especial para captar bem o sinal. Oruim é que seguramente não soará como soou no ensaio. Este detalhe pode ser solucionado (ao menos parcialmente) se intercalarmos entre a guitarra e o gravador um equalizador e um compressor, ou, se não tivermos estes efeitos à mão, podemos gravar sem eles e depois colocar na mixagem.
No entanto, a técnica tradicional é a de conectar a guitarra em um amplificador (usando a distorção deste ou intercalando um pedal de distorção) e colocar um microfone frente ao amplificador. Algumas variantes de microfonação para esta técnica é centralizar o microfone no meio do cone do amplificador e aproximá-lo bem da tela do equipamento para conseguir um som grave e profundo, ou afastá-lo para ir perdendo graves e ganhando efeito de reverberação natural do ambiente onde estejam o equipamento e o microfone.
Caso possua 3 microfones, você pode colocar um bem próximo do centro, os outros dois mais afastados e separados para que tomem diferentes reverberações do ambiente e depois, na mixagem, posicionar um à esquerda, e outro à direita e o que está próximo do amplificador no meio. Esta técnica também pode ser utilizada nos equipamentos com 2 amplificadores e mais recomendada ainda nos equipamentos estéreo.

Introdução à síntese subtrativa


Introdução à síntese subtrativa

Autor:
Xabier Blanco, traduzido por Germano Lins
Neste tutorial damos uma vista geral neste tipo de síntese e o iniciamos em seus conceitos fundamentais.
Para começar...
Diferentemente do restante dos instrumentos, que possuem um timbre próprio cuja essência não pode ser modificada sem afetar a natureza do instrumento, os sintetizadores pretendem construir novos sons. Um piano pode ser tocado de diversas maneiras, mas sempre irá soar como um piano; os sintetizadores aspiram a criar seu próprio som, algo completamente original no mais amplo sentido da palavra. Para fazer uma comparação, podemos dizer que o som de um piano é um quebra-cabeças já montado que pode ser pintado de mil cores diferentes, e o som de um sintetizador é um quebra-cabeças que está para ser montado.

Existem muitas formas de criar sons a partir do nada ou de poucos elementos (isto é, de sintetizá-los), mas a síntese subtrativa tem-se mostrado como a mais popular. A partir de seu nombre (subtrair = restar) podemos entender a sua essência: um sintetizador subtrativo parte de um sinal dado e o modifica e filtra para alcançar um som concreto através de uma série de processos.
Em um passado próximo, esta cadeia de processos estava separada; é por isso que os primeiros sintetizadores erammodulares. Cada módulo realizava uma função na síntese, e os módulos podiam se interconectados entre si de muitas formas. Entretanto, sendo esta uma solução muito flexível, resultava demasiado complicada, e pouco a pouco passou a se padronizar uma série fixa de módulos que sempre eram utilizados, conectados da mesma forma, e se integraram juntos em um só sistema e num só aparato. Seguramente esta foi a maior contribuição do Moog Minimoog (figrua ao lado), o subtrativo mais famoso da história; e assim funcionam agora a maioria dos sintetizadores. 

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Um Guia Completo de Como Utilizar o Dispositivo Vocoder no Reason

Introdução



O BV512 é um avançado dispositivo vocoder com número de bandas de filtro
variável. Também possui um exclusivo modo de vocoder de 1024 pontos FFT
(equivalente a 512 bandas de vocoder) para oferecer efeitos de vozes vocoder de
altíssima qualidade. Ao conectarmos o BV512 a dois dispositivos de instrumento
podemos produzir qualquer tipo de som a partir de uma típica voz ou bateria
vocoder até incríveis efeitos especiais.


Crie sua rádio com o SHOUTcast

Você já pensou alguma vez em criar uma rádio virtual?! Já pensou
como seria legal se seus amigos pudessem ouvir as mesmas músicas
que você está ouvindo naquele exato momento?! Pois bem, você verá
como fazer isto de forma rápida e fácil :) ....

Para criarmos nossa rádio nós utilizaremos três softwares básicos. São
eles:

  • Winamp Lite 2.90r: tocador de músicas (MP3 no nosso caso)
  • SHOUTcast Server 1.9.2: Servidor
  • SHOUTcast DSP Plugin 1.8.2: Plugin necessário para o SHOUTcast

Após baixar estes três softwares e instalá-los em sua máquina, vamos
começar a configurar o servidor ... Comece abrindo o SHOUTcast
DNAS (GUI), conforme indica a figura abaixo: